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Release – Dança em Trânsito

DANÇA EM TRÂNSITO CELEBRA 10 ANOS DE EXISTÊNCIA COM A MAIOR E MAIS EXTENSA EDIÇÃO DO EVENTO DESDE A SUA CRIAÇÃO EM 2004

De 5 a 31 de agosto, o evento congrega mais de uma centena de profissionais de 11 países, e promove a circulação de 37 espetáculos, 8 oficinas e 2 residências por 11 cidades de 6 estados brasileiros


Braço maior da rede internacional Ciudades que Danzan, representando onze das 49 cidades que hoje integram a organização, o Dança em Trânsito chega à sua décima edição na condição de um dos mais importantes e longevos eventos de dança contemporânea do país, item obrigatório no calendário cultural do Rio de Janeiro e presença marcante em outras dez cidades brasileiras, para onde começou a se expandir em 2012. A mostra, idealizada pela coreógrafa Giselle Tápias, pisa ainda, pelo segundo ano consecutivo, em território francês, com roteiro e programação a serem definidos ao longo da edição brasileira por curadores convidados.

A chave da longevidade? Talvez a feliz combinação de duas marcas registradas do evento desde a sua criação em 2004: a diversidade de estilos e linguagens da programação e uma política de ocupação do espaço urbano que promove apresentações a preços populares em palcos tradicionalmente dedicados à dança e performances a céu aberto em áreas – centrais, nobres ou desassistidas – de grande circulação. Some-se a isto uma programação paralela de intercâmbio, envolvendo mesas redondas, oficinas, residências de criação e a presença constante de curadores e diretores artísticos de festivais ou companhias de relevo no cenário internacional desta modalidade da dança, e está pronta a mistura.
E se, de 2004 a 2013, em nove edições praticamente consecutivas do Dança em Trânsito (apenas em 2009, o evento deixou de ocorrer), 123 artistas e/ou companhias nacionais e estrangeiros puderam exibir suas criações coreográficas e vivenciar uma intensa troca de experiências, nesta edição comemorativa de seus 10 anos de vida, mais de uma centena de profissionais de 11 países1 farão circular sua arte e suas ideias por quase três dezenas de espaços públicos, abertos ou fechados, espalhados por oito cidades de cinco estados brasileiros.

Além do Rio de Janeiro, que até 2011 reinou absoluta como cidade-sede do evento, figuram no roteiro, Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC) e Entre Rios do Sul (RS) – incorporadas ao mapa de programação desde o ano passado – e, ainda, a exígua e longínqua Capivari de Baixo, também em Santa Catarina, com menos de 30 mil habitantes, Vitória (ES), Vila Velha (ES), Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE), Teresina (PI) e Parnaíba, (PI).

O arco de público alcançado pelo evento, que tem curadoria e direção artística assinadas por sua criadora, Giselle Tápias, pode ser medido por dois pontos extremos na geografia da capital carioca, que abriga dez dos mais de vinte espaços públicos envolvidos nesta edição: o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no coração da cidade (com ingressos a 1 real), e o Centro Cultural Wally Salomão, sede do AfroReggae, em Vigário Geral, um de seus subúrbios mais distantes.

A programação brasileira transcorre em três etapas, divididas por diferentes regiões do país: Sudeste (5 a 31 de agosto), Sul (19 a 22 de agosto) e Nordeste (26 a 31 de agosto). A mostra, que ano passado promoveu a circulação de quatro companhias cariocas apresentadas em sua 9a edição2 por dois subúrbios de Paris e duas cidades francesas3, volta a espraiar-se por território francês entre setembro deste ano e junho de 2015, em roteiro a ser divulgado oportunamente.
 

Os destaques do Dança em Trânsito 2014

Ballet Jovem 5
A capital carioca, que recebe a fatia mais extensa e generosa da programação, assiste com exclusividade algumas das grandes atrações do Dança em Trânsito 2014. Entre elas, as três coreografias apresentadas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que acolhe pela primeira vez o evento: Uphill, que marca a estreia na América do Sul da cultuada companhia dirigida em Berlim pelo bailarino e coreógrafo chinês Shang-Chi Sun; Romeo and Juliet, nascida da residência de criação do coreógrafo húngaro Ferenc Fehér com um coletivo de 18 integrantes do corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, apresentada em programa duplo com Uphill dentro do projeto Domingo no Municipal; e Alforria, homenagem a Mercedes Baptista, primeira bailarina negra a subir ao palco do Theatro Municipal, na década de 60; idealizada pelo coreógrafo carioca Carlos Laerte e desenvolvida em colaboração com seis bailarinos negros selecionados em audição pública em mais uma residência promovida pela mostra, a peça, de curta duração, será apresentada nas janelas frontais do teatro.

Dois outros palcos cariocas têm especial importância nesta edição do evento: o Teatro Cacilda Becker, seu “quartel general”, ocupado do primeiro ao último dia, e o Teatro 2 do CCBB, que em cinco dias exibe onze trabalhos, incluindo uma segunda apresentação de Uphill.

Entre os destaques da programação, podemos citar ainda o bailarino Romual Kabore, de Ouagadougou (Burkina Faso), uma das revelações do último Festival de Avignon, com Sans D – Duo Soli, dueto com o músico Tim Wensey; a companhia La Macana, de La Coruña (Espanha), com No Title Yet, seu mais recente trabalho; e comemoração dos 20 anos de trajetória do Grupo Tápias, com a estreia nacional de Abundância – fruto da residência coreográfica que a bailarina e coreógrafa carioca Flávia Tápias acaba de cumprir, entre agosto de 2013 e junho de 2014, em Paris, onde foi à cena pela primeira vez em março último dentro da programação do Festival Rencontres Essonne Danse –, a oficina Prática Compartilhada do Espetáculo Abundância, ministrada pela artista, e a exibição do documentário Abondance – Processo de Criação, de Luciana Poso, que registra o processo de construção do trabalho.

Circulam pelas outras praças das regiões Sudeste, Sul e Nordeste os seguintes intérpretes, companhias e espetáculos: Ferenc Fehér (Budapeste, Hungria), com Tao Te; La Macana (La Coruña, Espanha), com Ven; Staccato | Paulo Caldas (Rio de Janeiro, RJ), com Quinteto (Duo #3); Grupo Tápias (Rio de Janeiro, Brasil | Paris, França), com Abundância e Lightpiece; Romual Kabore (Ouagadougou, Burkina Faso, África), com Sans D – Duo Soli; e o coletivo efêmero especialmente formado para se apresentar na edição 2014 do evento, reunindo Flávia Tápias (Rio de Janeiro, Brasil | Paris, França), Romual Kabore (Ouagadougou, Burkina Faso), Gaetán Jamard (Paris, França), Alexis Fernandes (Havana, Cuba), Caterina Varela (La Coruña, Espanha), com Partilha – Improvisações.